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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Ligações para Divinópolis: Bora achar os trem perdido!

Divinópolis no início do século passado. 

Foto: Coleção Rodrigo Andrade 
Procurando meu bisavô, ligo pra Minas. E como são as Ligações para o interior de Minas?
Ligo na Secretaria de Cultura de Divinópolis, pra buscar informações:
- Alô, bom dia. Meu nome é Cecília, eu estou gostaria de falar com o Sr. Geraldo.

- Só um minutin que vou passá.. Ah, mas esse nome seu é lindimais. É o nome da min subrinha. (Imaginem isso cantado em mineirês!)

Aí vem Sr. Geraldo.
- Seu Geraldo, eu estou procurando o telefone da CONGADIV (Congregação de Congadeiros de Divinópolis). É que estou tentando achar contato com parentes antigos...
- Vou te passar o telefone. Mas me explica issaí.
- Então, meu bisavô era Rei de Congado aí. Só sei o nome dele, mais nada. Aceito dicas se o puder me ajudar.
- Qual o nome dele?
- Eugênio Rosa, conhecido como Seu Geninho.
- Ah, perai (Passa uns segundinhos). Desculpa fazê ocê esperá.
- Ih, Seu Geraldo. Eu esperei 35 anos. Tô com tempo. (Risos)
- Aqui,... mas intão ocê tem que falá com a Lourdes! Ela é congadeira antiga aqui. Pai dela era rei tamém. Ihhh... Mas tô achano que o telefone dela mudou. Liga lá no seu Vicente e pede o telefone dela. Ele tb é do Congado. São os maizantigo. Mas óia... tô lembrano um trem aqui. Eu cunheço uma familia Rosa. Meus vizinhos... Ocê cunhece Joaquim Rosa?
- Ih, Seu Geraldo. Conheço nada nem ninguém. Só sei o nome. Mais nada.
- Faz assim intão. Liga pra Alair primeiro. Aqui o número XXX. Liga lá. Ela é filha do seu Joaquim e pode ajudar. São Congadeiros antigos aqui.
- Muitíssimo obrigada por se dispor a ajudar, seu Geraldo!
- Ah, tomara que ocê ache. Se precisá de mais alguma coisa, me retorna aqui.

Gente, Minas, melhor povo <3

Não conhece o melhor sotaque do mundo? Pois conheça!



Segue a saga!

Mapa revela segregação racial no Brasil

Como sabem, estou procurando minhas raízes. Pelas minhas contas (sorry, sou de humanas ^^), meu bisavô pode ter nascido por volta de 1910. E seu pai devia ter seu registro de "bem material" de alguém para trabalhar no cultivo de cana-de-açúcar, a mineração do ouro e a cultura cafeeira que eram o motor da economia mineira, onde nasci.

O Nexo Jornal publicou hoje um infográfico muito didático sobre a segregação racial no Brasil. Ajuda a entender muita coisa sobre o lugar que os negros ocupam ainda hoje em nossa sociedade.

Reprodução Site Nexo Jornal


Como a história explica a divisão norte-sul do Brasil?

Notou algo olhando para esse mapa? O Brasil parece dividido ao meio, sendo uma parte composta pelas regiões Sul e Sudeste, formada majoritariamente por brancos; e outra composta por Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com maior presença de pardos e pretos. O histórico escravocrata (que concentrou escravos principalmente no Nordeste, Minas Gerais e Rio de Janeiro dado o cultivo da cana-de-açúcar, a mineração do ouro e a cultura cafeeira), a presença da capital no Rio de Janeiro (até 1960), a entrada dos imigrantes europeus e a concentração da industrialização no Sul e Sudeste são todos fatores que contribuem para essa divisão. Não por acaso, as capitais dos Estados dessas regiões são também as mais segregadas – Porto Alegre (RS), Vitória (ES), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC) e Curitiba (PR) estão entre as oito capitais que lideram o ranking de segregação elaborado pelo Nexo.

Vale a pena conferir o infográfico completo aqui.